Encontrão O Alvo , fev/2011

Santos Juninos

Santo Antônio, São João e São Pedro. Saiba mais da história desses 3 santos.

Ser humilde é ser santo

Para fazer a vontade de Deus é preciso, antes de tudo, ser humilde, "pobre de espírito" . Continue lendo

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ser santo sem deixar de ser jovem

“Tendo ele saído para se pôr a caminho, veio alguém correndo e, dobrando os joelhos diante dele, suplicou-lhe: "Bom Mestre, que farei para alcançara vida eterna. Jesus fixou nele o olhar, amou-o e disse-lhe: "Uma só coisa te falta; vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me. Ele entristeceu-se com estas palavras e foi-se todo abatido, porque possuía muitos bens" (Mc 10,17;21-22).

O bacana deste Evangelho é que Jesus se pôs a caminho. Ele saiu na frente para o encontro com aquele jovem. A própria Palavra diz que o jovem foi correndo ao encontro de Cristo; e quando chegou perto d’Ele, dobrou-se cansado, pois o Senhor já o esperava.

Não importa como você está, o importante é que você chegue até o Senhor, porque na vida é assim, nós chegamos a Ele de diferentes formas – cansado, machucado, ferido –, mas Ele está esperando por nós. Alguma vez você já chegou para Jesus e Lhe disse: “Senhor, cansei; não aguento mais!?”. Jesus não se importa se você está cansado, destruído; Deus, em sua Palavra, nos diz: “Vinde a mim todos os que estão cansados”.

O jovem do Evangelho, então, pergunta a Jesus: “Bom mestre, o que devo fazer para mudar a minha vida?”

Eu não quero que a minha vida seja igual a tudo que se vê. Não quero a minha vida com o rosto pintado, roupas pretas...Isso é uma cultura de morte, cujos jovens estão se perdendo na bebida, nas drogas. Você não pode deixar isso acontecer com a sua vida.

É possível ser santo sem deixar de ser jovem. Mas, no mundo de hoje, você começa a namorar e, já no primeiro encontro, rola tudo. Você vai ficando, vai ficando... Muitos ficam com você, mas quem permaneceu ao seu lado, quem se interessou por seus sonhos? Beijo na boca é bom demais, mas a plenitude é saber que alguém o espera. O amor vale muito; você vale muito.

Há uma música que diz “Você não vale nada, mas eu gosto de você”. Meu Deus, quanta hipocrisia! Nós valemos muito sim, valemos o sangue de Jesus.
Na década de 90, surgiram muitas músicas que mandavam você descer na “boquinha da garrafa”; depois, a chamar você de “cachorra”, “eguinha pocotó”, “popozuda”... Isso foi caindo até que surgiu o “créu”. E muitas pessoas conviveram com essas músicas e acharam que estavam abafando. Um tempo depois, os jovens passaram a fazer parte da geração das frutas. Deixaram de ser filhos de Deus para ser filhos do morango, da melancia, da jaca... E muitos realmente colocaram os “pés na jaca”.

Nós precisamos pegar a nossa vida pelas mãos. Há pessoas que escolhem ser “jaca”, “melancia”, ser “eguinha pocotó”, mas precisamos escolher ser “filhos do céu”, fazer parte de uma geração revolucionária, fazer bem todas as coisas, saber o que queremos da vida.

Chega de uma juventude doente. Você já percebeu como cada vez mais os jovens estão usando antidepressivos, drogas, tentando encontrar o sentido para suas vidas? Mas eu quero dizer a vocês que o sentido da vida é Jesus Cristo.

Mesmo que você tenho vivido como um fruta, o Senhor, hoje, está amando-o, porque ele sabe que você é filho do céu. Deus não o condena, ele olha para você e o ama, porque você nasceu para dar certo, para provovar a revolução. Você vai mudar o mundo, mesmo que isto comece por este grande mundo que é você, cujas partes precisam ser evangelizadas. Mas, depois, você vai mudar este outro mundo que está a sua volta.

O interessante é que Jesus diz ao jovem rico: “Vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me” (Mc 10, 21). É interessante perceber que o Senhor mandou que ele vendesse tudo para que soubesse quanto valiam seus bens.

Nós temos muito valor e precisamos entender que o valor da nossa vida é o Sangue de Jesus. Quem quer "o mais" de Deus? Então, pare e pense no que você tem de bom e eleve-o. Santidade se faz assim, colocando valor naquilo que temos e naquilo que somos. Se alguém diz que você não vale nada, eu quero lhe dizer que você vale muito: vale o Sangue de Jesus! Você é importante demais para deixar a vida o levar. É você quem vai fazer a vida diferente. Quero profetizar que você nasceu para dar certo.

Pense nas vezes em que você correu para Jesus. Não importa o que você trouxe na sua mochila; agora você chegou. É possível optar por um caminho de santidade. Um exemplo é o beato Pier Giorgio Frassati, um jovem revolucionário que teve uma vida santa.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Celebremos a presença real de Cristo na Eucaristia


Corpus Christi é uma festa móvel da Igreja Católica, a qual celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia. É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade. Ela é festa de ‘preceito’, ou seja, para nós – católicos – é obrigatório participar da Santa Missa neste dia.
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII. A Santa Igreja sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.
O cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, foi quem recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. A ‘Fête Dieu’ (Festa de Deus) então começou na Paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a primeira procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
O ofício foi composto por São Tomás de Aquino o qual, por amor à tradição litúrgica, serviu-se em parte de Antífonas, Lições e Responsórios já em uso em algumas Igrejas.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão – porque o Papa morreu em seguida – mas propagou-se por algumas igrejas, como na diocese de Colônia (Alemanha), onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.
A Eucaristia nos remete à vivência de um dos Sete Sacramentos. Ela foi instituída na Última Ceia, quando Jesus disse: “Este é o meu corpo… Isto é o meu sangue… Fazei isto em memória de mim”. Portanto, comer a carne e beber o sangue do Cristo é fazer memória do que Cristo fez naquela Ceia derradeira.
Ao redor da mesa eucarística, a comunidade faz a experiência da comunhão com o Ressuscitado. Jesus está presente realmente entre nós. Isto exige de mim e de você um “assimilar” a realidade humana de Jesus e nos identificar com Ele no cumprimento da vontade do Pai. Crendo em Jesus nós não só assimilamos a Doutrina, mas sim a Comunhão, a unidade com o próprio Jesus e com os irmãos na comunidade. Esta comunhão de amor traduz-se em gestos concretos na libertação dos oprimidos e no empenho para desabrochar e restaurar a vida em plenitude.
Celebrando a Eucaristia, fazemos um ato de amor com Deus e com o próximo. Aliás, o Concílio Vaticano II afirma: A Eucaristia é fonte e cume de toda e qualquer ação litúrgica da Igreja. E Cristo é a ação fundante, pois Ele é o alimento e a fonte deste amor e desta vida que é eterna.
Peçamos ao Senhor a graça de estar sempre com Ele e n’Ele: “Jesus, faça-me ter cada vez mais fome e sede de comer a Sua carne e beber o Seu precioso sangue para que eu tenha a Vida Eterna”.
Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O sentido do Pentecostes

Com ele tem início a ação evangelizadora para todas as nações
Para entendermos o verdadeiro sentido da solenidade de Pentecostes, precisamos partir do texto bíblico que nos apresenta a narração: “Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar.
De repente, veio do céu um ruído como de um vento forte, que encheu toda a casa em que se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito lhes concedia expressar-se. Residiam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações que há debaixo do céu. Quando ouviram o ruído, reuniu-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua”. (At, 2, 1-6).
Essa passagem apresenta o novo curso da obra de Deus, fundamentada na ressurreição de Cristo, obra que envolve o homem, a história e o cosmos.
O catecismo da Igreja Católica vai dizer que: “No dia de Pentecostes (ao término das sete semanas pascais), a Páscoa de Cristo completou-se com a efusão do Espírito Santo que se manifestou, se deu e se comunicou como Pessoa divina: da sua plenitude, Cristo Senhor derrama em profusão o Espírito”. (CIC 731).
Nessa celebração somos convidados e enviados para professarmos ao mundo a presença da Pessoa do Espírito Santo. E invocarmos a efusão do Espírito, que renove a face da terra e aja com a mesma intensidade do acontecimento inicial dos Atos dos Apóstolos sobre a Igreja, sobre todos os povos e nações.
Mas precisamos entender o significado dessa Pessoa: “O termo Espírito traduz o termo hebraico Ruah que, na sua primeira acepção, significa sopro, ar, vento.
Jesus utiliza precisamente a imagem sensível do vento para sugerir a Nicodemos a novidade transcendente d’Aquele que é pessoalmente o Sopro de Deus, o Espírito divino. Por outro lado, Espírito e Santo são atributos divinos comuns às três Pessoas divinas.
Mas, juntando os dois termos, a Escritura, a Liturgia e a linguagem teológica designam a Pessoa inefável do Espírito Santo, sem equívoco possível com os outros empregos dos termos espírito e santo”. (CIC 6 91).
Essa solenidade é um fato marcante para toda Igreja, para os povos, pois tem início a ação evangelizadora para que todas as nações e línguas tenham acesso ao Evangelho e à salvação mediante o poder do Espírito.
O papa Bento XVI fala sobre esse processo de reunificação dos povos a partir de Pentecostes: “Tem início um processo de reunificação entre as partes da família humana, divididas e dispersas; as pessoas, muitas vezes reduzidas a indivíduos em competição ou em conflito entre si, alcançadas pelo Espírito de Cristo, abrem-se à experiência da comunhão, que pode empenhá-las a ponto de fazer delas um novo organismo, um novo sujeito: a Igreja.
Este é o efeito da obra de Deus: a unidade; por isso, a unidade é o sinal de reconhecimento, o “cartão de visita” da Igreja no curso da sua história universal. Desde o início, do dia do Pentecostes, ela fala todas as línguas.
A Igreja universal precede as Igrejas particulares, as quais devem conformar-se sempre com ela, segundo um critério de unidade e universalidade. A Igreja nunca permanece prisioneira de confins políticos, raciais ou culturais; não se pode confundir com os Estados nem sequer com as Federações de Estados, porque a sua unidade é de outro tipo e aspira a atravessar todas as fronteiras humanas. (Bento XVI, homilia na solenidade de Pentecostes, 23 de maio 2010).

Temos necessidade do Espírito Santo no nosso tempo: Veni, Sancte Spiritus!

Fonte:blog.cancaonova.com/padrereinaldo

A verdadeira tristeza vem do pecado


Em Gênesis, no capítulo 2, a Bíblia diz que Deus criou o homem e a mulher lhes dando a liberdade de poderem comer tudo o que eles encontrassem no jardim do Éden, simbolizando a amizade d'Ele com o ser humano. É a mesma coisa de quando temos um amigo e o colocamos dentro de casa: abrimos o coração e entregamos tudo a essa amizade, estabelecendo uma cumplicidade. Foi isso que aconteceu com o homem e a mulher, o Altíssimo deu tudo a eles. Deu-lhes o dom de imortalidade, dom da ciência e todos os outros dons. Foi quando o demônio veio e pela vaidade começou a dizer-lhes que deveriam comer a fruta proibida e os instigou a desobedecerem a Deus. 

Por que ele foi tentar a mulher e não o homem? Porque a mulher influenciaria o homem mais facilmente do que o diabo, pois o homem é influenciável pela mulher. Assim como uma mulher pode levá-lo à perdição, ela também pode levá-lo à salvação. Quantos homens foram salvos por uma mulher e quantos caíram pelas mulheres. 

Adão e Eva desobedeceram e quiseram ser como o Criador, assim como o demônio invejava a Deus. “O salário do pecado é a morte” (cf. Rom 3,23), entrando o pecado veio a morte para a humanidade por intermédio de um homem. 

A perdição é você perder Deus, por isso as pessoas falam "perdido". O inferno é a pessoa viver sem Deus. O pecado entrando por um homem era necessário que outro Homem morresse por nós. O demônio sequestrou-nos de Deus Pai. O pecado entrou no mundo e daí entrou a morte, e a humanidade se separou do Senhor. 

Os santos doutores nos ensinaram que quando pecamos nos separamos de Deus, e hoje já se tem o perdão pela morte de Jesus Cristo. Por pura vaidade e fraqueza, ficar longe de Deus, num lugar que só tem choro, tristeza e escuridão e nada parece ficar bem. A consequência do pecado vem de gerações, Deus encheu Adão e Eva de riquezas, mas as perdemos. Assim como nosso pai é rico e perde todo dinheiro e nós seremos pobres, com a consequência do pecado de Adão e Eva nós perdemos toda riqueza e dons que eles tinham e ainda tivemos a consequência do pecado original. 

A cruz é a imagem mais concreta e valiosa do Cristianismo. Jesus se fez Homem, nos amou e morreu por nós. Quando nós dizemos que Deus não nos ama, isso é uma blasfêmia. “Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos Ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados” (I João 4, 10). Deus nos amou tanto que nos deu Seu Filho Jesus. A nossa culpa foi assumida por Cristo. Para que nenhum de nós fosse pregado na cruz, Ele se fez crucificar-se para nos salvar. O amor é mais forte que a morte. 

Assim como por um homem entrou o pecado, por outro Homem entrou a salvação. Jesus rasgou nossa culpa quando foi crucificado por nós e isso acontece quando somos batizados; todo batizado que crer na salvação será salvo, mas se for batizado e não crer será como morto. 

Nós como cristãos temos o dever batizar nossos filhos assim que nascerem para terem a salvação. Por que deixar seu filho até 20 anos sem batizar? Para que perguntar se ele quer ser batizado ou não, se o que está em jogo é a salvação eterna dele? Você vai perguntar-lhe, quando ele ainda é pequeno, se ele quer tomar vacina para não ficar doente? Lógico que não, é obvio. Pais, por que não batizar seus filhos assim que estes nasçam? “Ou ignorais que todos os que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na sua morte”? (Rom 6, 3). Não sabeis que aquele que é batizado participa da ressurreição de Cristo? 

Quantas crianças nascem mortas e mesmo no hospital você pode batizá-la com água, quando não há tempo de levá-la ao sacerdote; pois é necessário batizar para o bebezinho ir direto para o céu. “Em nenhum outro há salvação, porque debaixo do céu nenhum outro nome foi dado aos homens, pelo qual devamos ser salvos” (Atos 4, 12). Não há salvação fora do nosso batismo. 

Ide e pregai o Evangelho por todas as nações”. Quantas pessoas estão em outras religiões, mas é necessário pregar a todos, mesmo que já tenham uma religião, porque não há salvação sem o sacramento da Igreja. 

João Batista anunciou: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”, e Nosso Senhor Jesus Cristo veio exatamente para ser o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Jesus nos deixou Sua doutrina, o sermão da montanha, a confissão, o jejum, esmola que são remédios para a nossa salvação. 

A primeira coisa que Cristo fez, depois que ressuscitou, foi aparecer para os apóstolos e instituir o sacramento da confissão. “Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós” (João 20, 22). O Senhor quis dar o perdão com o derramamento do Seu Sangue. 

Jesus veio para tirar o pecado do mundo, por isso a primeira coisa a fazer é confessar os pecados. Deus quer que você vá até aquele homem pecador que é o padre, mas instituído pela Igreja e por Jesus Cristo com o poder de lavar seus pecados. Não abuse da confissão. Seja transparente. Se for confessar, não deixe pecado para trás porque é um sacrilégio você deixar pecado escondido, é um pecado maior ainda [do que não confessá-lo]. Não minta para o padre porque é a mesma coisa que mentir para Deus. A verdade dói, mas liberta, assim como o que arde cura e o que aperta segura, a verdade não nos deixa na ignorância. 

Para arrancar o pecado do mundo é necessária a confissão, e ao fazê-la você vai ser muito feliz! Santo Agostinho dizia: “Tua tristeza vem dos teus pecados, deixe que sua santidade seja tua alegria”.

Fonte:blog.cancaonova.com/

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